Fonte: Mary Ellen Farias dos Santos – Resenhando

“Mentes extraordinárias” do diretor Bernard Campan mostra a construção de uma linda amizade. Tudo começa quando um agente funerário sisudo chamado Louis (Bernard Campan), ironicamente, vive somente para o trabalho. Eis que certo dia, por descuido no volante, esbarra em Igor (Alexandre Jollien) que dirigia seu triciclo para fazer entregas de hortifruti na região. Aliás, tira o desconhecido da estrada.

Contudo, no dia seguinte Igor aparece no lugar de trabalho de Louis que, no caso, não lhe dá trela. Para ele, fica claro, que o socorro já foi feito e tudo está bem. No entanto, Igor, interpretado pelo filósofo e escritor Alexandre Jollien, quem dedica horas para a leitura, resolve fazer uma experiência inusitada e, por falta de atenção, tanto de Louis quanto de Igor, segue viagem de Lausanne para o sul da França num carro funerário.

Louis tenta se livrar do “novo amigo”, mas se dá conta do erro que pode cometer. Igor desperta a compaixão do homem que lida com a morte diariamente. Lado a lado, em meio a aventuras inesperadas, amorosa e revelações das mais variadas, eles vão se conhecendo. Sem perceberem, o elo da verdadeira amizade é construída, embora, inicialmente, parecessem ter pouco em comum.

“Mentes extraordinárias” é uma comédia dramática agradável do tipo para se ver e rever, além de remeter a outros filmes como por exemplo, “Intocáveis”. Um ponto forte do roteiro de Bernard Campan e Manuel Poirier é o fato de usar a filosofia no personagem de Alexandre Jollien para enriquecer o texto e tornar Igor sempre interessante para o desenrolar da trama, o que fortalece o elo entre os protagonistas.

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